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Arquivo mensal: agosto 2017

Alunos multitarefas

Lucas Figueiredo Lima

Arrumar a casa, ir para o trabalho, correr para a aula, colocar os estudos e trabalhos em dia e ainda manter a vida social em uma república é algo que está na rotina de praticamente todo aluno da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Porém, até que ponto isso pode ser mentalmente saudável ao longo do semestre? (mais…)

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Universidade na mala

Gabriela Barreiro *

Gustavo Gomes, 19, cinco casas. Wallace Vertelo, 19, três casas. Juliana Folhadella, 20, três casas. Três estudantes com algo em comum: a dificuldade de achar um lar nas cidades universitárias. Sair da casa dos pais para estudar pode soar como uma grande aventura e um processo muito divertido. Porém, para muitos jovens, se torna uma experiência um pouco dolorosa, em que os estudantes não conseguem encontrar uma casa para chamar de lar e isso afeta não somente a vida pessoal e emocional, como também o desempenho acadêmico. (mais…)

Tão perto, tão longe

A saga diária de Padre Viegas até a UFOP.

Larissa Gonçalves *

Morar em distrito, longe do barulho da cidade, da correria do dia a dia, do trânsito infernal, nem sempre é tão fácil quanto pensamos. Um lugar tão perto se torna longe às vezes. Diariamente, muitos alunos dos distritos saem de suas casas para estudar em Mariana e enfrentam dificuldades em relação ao transporte coletivo que atende o município. Mariana possui nove distritos, Padre Viegas é um deles. Apesar de estar localizado a aproximadamente 10 km da cidade, essa distância muitas vezes chega a parecer mais longa depois de um dia intenso de muito trabalho e estudo. A demora pode chegar a 6h de espera de um ônibus para outro: 17h o penúltimo ônibus do dia segue para Padre Viegas, se não for possível ir nesse horário, somente às 22h40. Enquanto isso, de carro, esse percurso não ultrapassa 10 minutos. (mais…)

“Muito além de Ufopianos, também somos Escotistas”

Ana Laura Murta

Muitos universitários não acreditam que conseguem, e podem conciliar outra atividade com a graduação. Porém, Ana Carolina Chagas, 19, Paloma Bento, 20, Reginaldo Mota, 21, e Orlando Dutra, 21, estudantes da Universidade Federal de Ouro Preto, não encontram nenhum obstáculo quando o assunto é dividir o tempo entre a UFOP e o escotismo. Esses quatro jovens são universitários, e integram o 8º Grupo de Escoteiros de Ouro Preto. (mais…)

Trabalhar e estudar

Ana Clara Delella*

 

Às 5h50 o despertador de Thais toca e por mais cansada que esteja ela não tem escolha. 6h20 sai de casa, vai até a praça Tiradentes e pega um ônibus até o Morro Santana para chegar antes das 7h no Bar do Baú. Lá, a kombi da Fundação Gorceix leva ela e seus colegas até a sede do Parque Municipal das Andorinhas. Thais Alves tem 21 anos, é estudante de biologia na UFOP, está no sexto período e é bolsista da Fundação Gorceix no Parque das Andorinhas, em Ouro Preto. Mesmo com a rotina cansativa de quem está cursando oito disciplinas, ela tem que cumprir 20h semanais de trabalho. Hoje na UFOP existem muitos casos de alunos que trabalham, uns vendem doces durante o horário das aulas, alguns são bolsistas de projetos de extensão ou setores da UFOP, outros trabalham em empresas de Ouro Preto, Mariana e região. Assim como as formas de trabalho, as necessidades financeiras são diversas. Estamos falando de um ambiente plural, onde encontramos estudantes de diferentes camadas sociais.

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Faces escondidas pela violência

Relatos de estudantes da UFOP evidenciam o quadro de violência contra mulheres no ambiente republicano

Ariane Neves, Ingrid Achiver, Gabriela Paiva, Natasha Silveira

“A única coisa que me lembro é que eu pedi muitas vezes pra ele parar, mas ele continuava beijando o meu corpo” […] Olhos marejados, fala engasgada, entrecortada. Mãos se movimentando de forma nervosa, parece difícil falar abertamente. Parece não, é. A incredulidade, a dor e o trauma manifestados em cada palavra dos relatos de mulheres vítimas de violência. Após 11 anos da criação da Lei Maria da Penha, a violência contra a mulher ainda está presente. E não seria diferente dentro do meio republicano da Universidade Federal de Ouro Preto. As histórias de oito jovens ilustram as violências ocorridas no cotidiano universitário. (mais…)

Ecos da Sirene

Necessidade de representação leva atingidos a criarem o jornal impresso A Sirene.

Ana Miranda, Flávio Reis e Júlia Lopes

Era uma manhã fria. Mas era um frio acolhedor, daqueles que pedem um café coado bem mineiro e um pão com manteiga. Foi assim que fomos recebidos na redação do jornal A Sirene. Miriã Bonifácio, editora de texto, abriu as portas do escritório com um largo sorriso no rosto e com os braços abertos oferecendo um abraço de boas-vindas. A Sirene fica sediada na Rua Wenceslau Braz, em Mariana e, olhando uma primeira vez, em nada se parece com uma redação de jornal. Fica em um apartamento simples, pequeno, improvisado. Mas mesmo assim, a casa é bem aconchegante, diferente do dia-a-dia frio das grandes redações. (mais…)